sexta-feira, 24 de junho de 2011

Colônia

Assim que chegamos na Alemanha na tarde de 16/10, pegamos um trem e fomos direto para Colônia (Köln). A viagem de trem bala durou pouco mais de uma hora (em alguns trechos o trem passa dos 200km/h!).

Escolhi Colônia para conhecer a Kölsch, uma Ale levemente amarga e seca, mas loira como uma Pilsen. Protegida pela "Kölsch Konvention", somente as cervejas produzidas nesta cidade e em seus arredores podem levar este nome. Nos bares ela é sempre servida nos tradicionais copos Stange de 200ml. Como este nome também refere-se ao dialeto alemão falado nesta cidade, os locais costumam dizer que o Kölsch é a única língua que se pode beber.

Andando pelas ruas de Colônia você se depara com um galhardete da Früh, da Gaffel ou da Sion a cada 100m.
Mas como o cansaço da longa viagem e a diferença de 5h de fuso estavam pesando, tomamos nossa primeira Früh num bar próximo ao nosso hostel mesmo.

No dia seguinte fomos conhecer melhor a cidade. Destaque para suas belas praças, a vista para o rio Reno, os doces de suas padarias (as melhores do mundo!). Mas nada em toda esta viagem conseguiu me impressionar tanto como a Catedral de Colônia (Kölner Dom). A construção gótica mais famosa da Alemanha, é mais complexa que o normal e destaca-se pelo esplendor, tamanho e tempo de construção (fundação data de 15/08/1248). Vejam alguma fotos:
Kölner Dom
Vista do rio Reno da torre da Dom (muuuito alto!)
Detalhes de uma das portas (a Dom é toda assim)
Kölner Dom vista do rio Reno
Não importava quantas vezes eu passasse por esta catedral, nem o nível etílico de meu sangue (vide detalhe abaixo), eu sempre ficava de queixo caído com a beleza desta obra de arte.
Felicidade depois de muitas Kölsches
Mas, voltando a falar sobre cerveja, no final do segundo dia fomos jantar no MalzMühle, onde também é a fábrica da Mühlenkölsch. Além da ótima Kölsch, lá foi onde comi o maior e melhor "Joelhão de Porco" (Eisbein) de minha vida.

Lá foi a primeira vez que fomos atendidos por um autêntico Köbe:
Eles ganharam este apelido por conta dos peregrinos a Santiago de Compostela, que paravam em Colônia e faziam um "bico" como garçons. O nome Köbe vem de uma abreviação mal-pronunciada de St. Jacobus (São Tiago).

Na mesma noite ainda fomos no famoso bar da cervejaria Früh, na praça da catedral. Este restaurante é dividido em incontáveis ambientes, e vale a pena um passeio por todos eles. Um dos köbes me explicou que eles começaram com uma casa, mas formam ampliando o estabelecimento comprando e anexando as casas ao lado. A antiga fábrica mudou-se de lá.
Entrada do Früh
Degustando Kölsches dentro do bar
Früh servida pelos Köbes direto do barril

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Agradecimentos

Este mochilão e minha empreitada no mundo das cervejas não seriam possíveis sem o apoio de minha adorada esposa. Agradeço a Paula, por ter me desvirtuado para o bom caminho dos bares quando a conheci, e a retribuo com as melhores cervejas, nunca antes imaginadas em sua vida.

Um agradecimento especial ao meu amigo "Bakana" (vulgo Daniel Gontijo), produtor da nobre cerveja Smedgård, com quem aprendi muito e quem me apresentou minhas primeiras cervejas de verdade. Depois disso, percebi que cerveja é muito mais que aquelas marcas populares feitas a base de milho e canjiquinha.

Agradeço também ao Ronaldo Morado por sua excelente obra, culpada em grande parte pelos próximos posts.

A ideia

A ideia de fazer um mochilão com um propósito tão específico nasceu de um antigo sonho de sair pelo mundo apenas com uma mochila nas costas junto com a decisão de produzir minha própria cerveja.
Em abril de 2010 fiz o Curso de Cerveja Artesanal com a Confraria do Marquês, e antes de meter a massa resolvi aprender um pouco mais, começando com a leitura do Larousse da Cerveja.
Este livro é uma excelente referência sobre o tema. A riqueza dos detalhes de suas histórias e imagens despertaram uma vontade irresistível de conhecer pessoalmente os lugares de origem das principais categorias de cervejas, bem como os hábitos e costumes de seus povos.
O estudo sobre cerveja revelou-se uma exploração simultânea por diversas áreas do conhecimento: gastronomia, cultura, comportamento, história, química, biologia, idiomas (sim, comecei a aprender até alemão por conta disto).
Assim, decidi fazer uma viagem para conhecer melhor os diferentes tipos de cerveja antes de dar início à minha produção caseira. Para conseguir conhecer na prática a maior variedade possível em suas próprias regiões de origem, e dentro do período de minhas férias, eu e minha esposa optamos pela modalidade do mochilão, que facilitaria nosso deslocamento e nos ajudaria a economizar nossos recursos para poder empregá-los com o que realmente interessava: cerveja!
Ao longo dos próximos posts contarei sobre nossas passagens por diversas fábricas, museus, pubs, tavernas e biergartens na Alemanha, Bélgica, Holanda e República Tcheca. Apesar do foco deste blog não ser turismo, não há como deixar de falar também sobre as belezas e curiosidades que conhecemos nestes países tão ricos em história, cultura e natureza.
Fizemos nosso primeiro mochilão cervejeiro entre 16 de outubro e 6 de novembro de 2010. Não sei onde estive com a cabeça que demorei tanto tempo para montar este blog, mas antes tarde do que nunca.
Nosso roteiro com a ordem das cidades pode ser visto neste mapa.